Poesias de Cordel

Eu através de mim

 

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FUNABEM – Fundação Nacional do Bem Estar do Menor.
Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1978.
Inicia-se o V CMAM – Curso Multiprofissional de Atenção ao Menor de Conduta Anti-social. 
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1978
Encerra-se com uma maravilhosa e inesquecível celebração um período de grande compartilhar entre amantes da vida.

Funcionários das FEBEMs estaduais se encontram para aprimorar seus conhecimentos no campo do Menor de Conduta Anti-social. Todos oriundos de Cursos Superiores – assistentes sociais, médicos, psicólogos, pedagogos e advogados. Éramos mais trinta colegas. Passaram-se 29 anos! Não consigo lembrar o nome de todos, mas imagino arejar a cabeça dos colegas que vierem acessar este site, mencionando três membros dessa saudosa tribo.
Eu, Sebastião José Saraiva Filho, pediatra, de São Luis; Valdez, Assessor Jurídico do Governo da Paraíba (na época); Francisca, Assistente Social, também da Paraíba.; e Almir, Pedagogo, da Bahia.
Lembro que em determinado dia fomos surpreendidos com o choro emocionado da Francisca, pelo nascimento do seu 1º neto. 
Um fato marcante para todos foi a constatação da dedicação de um dos professores – Prof. Fialho –, que montara um laboratório com material usado e vinha fabricando medicamentos para toda a rede da FUNABEM com uma drástica redução dos custos. Ele teria apresentado um relatório à Presidência da República, mostrando uma economia em torno de 70% se a instituição viesse preferir fabricar os medicamentos ao invés de comprar dos laboratórios, mas o relatório foi “engavetado”. Ele mencionava o fato com muita tristeza e frustração.
Durante o Curso pudemos constatar a maneira irresponsável e incompetente como o Problema Social do Menor era tratado, no que pese a recente demissão, quase em massa, dos funcionários da FUNABEM, pelo então Presidente Garrastazu Médici, face ao clima de inaceitável corrupção de toda ordem, incluindo o empréstimo das menores para “casas de shows noturnos”. Hoje não parece tão diferente.
Vale ressaltar que tivemos enorme alegria ao visitar a FEBEM de Caxambu-MG, coordenada pelo ex-padre salesiano Antonio Luís. Naquela visita testemunhamos que o Problema Social do Menor de Conduta Anti-social tem jeito, desde que tratado com responsabilidade e amor. Lá, os menores têm disciplina e ocupam todo o tempo com atividades profissionalizantes, além de freqüentarem a escola tradicional, na cidade, fora do âmbito da FEBEM. As crianças gozam de bom conceito na sociedade local, e a FEBEM tem sua imagem como referência de um trabalho satisfatório e eficaz.
Lembro que o almoço de despedida foi acompanhado por músicas tocadas pelos próprios menores, o que deixou todos nós emocionados e até com lágrimas nos olhos. Certamente, esta visita se constituiu no ponto mais positivo para nós, ao longo do Curso.
Aqui ficam registrados o nosso respeito e o nosso reconhecimento por um trabalho que vem dignificar aquele que põe amor no que faz. Parabéns amigo Antonio Luís.
Mas voltando para o nosso grupo de colegas e amigos, queremos registrar os nossos jantares dançantes lá no restaurante “Roda Viva”, na Urca. Era só alegria!
Entretanto, o que mais marcou foi a celebração de encerramento do Curso. Aquele amigo que veio ensaiar as músicas ao som do violão terminou identificando um quarteto que viria ser denominado por mim, um dos cantores deste quarteto, o “Quarteto fora de si”. 
Depois da gloriosa apresentação do “Quarteto fora de si” foi a vez da leitura da Poesia de Cordel, onde, através de cada situação, podia-se identificar ali o colega. Foi muito legal!

Durante algum tempo ainda troquei correspondências com o Valdez, mas com o passar do tempo...
Caso você, um(a) colega da época, queira manter contato comigo ficarei muito feliz, basta utilizar o e-mail sebastiaosaraiva@uol.com.br 
Naquela ocasião, eu distribuí um livrinho para cada companheiro. Agora aproveito para registrar a Introdução e, depois, o conteúdo do mesmo.

 

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Sobre...

“A História da Humanidade registra os movimentos de guerra em todos os momentos evolutivos das sociedades no mundo inteiro... Se tem sido possível formar batalhões destrutivos baseados no egoísmo, talvez seja possível, mais razoável e humano compor legiões construtivas respaldadas no altruísmo”